sábado, maio 15, 2010

"Já..." por Susy…

Há um texto de Clarice Lispector chamado "Adoro voar!" no qual me inspirei para escrever um outro sobre mim.

Acho que me devia essa introspecção. E por experiência própria, garanto-vos que é libertador.

Aceito comentários.

Aqui vai...

"Já..." por Susy…

Já tive e tenho a MAIOR FELICIDADE que pode haver na vida, que é ter um FILHO.

Já amei alguém tanto mas tanto, que só a dor de o perder fez-me tentar tirar-me a vida para não ter viver sem esse alguém.

Já me magoaram tanto o coração, que achei que tinha perdido a capacidade de amar alguém novamente.

Já fechei os olhos para imaginar ao meu lado esse grande amor, senti-o a tocar-me e sorri-lhe. Depois abri os olhos e chorei, porque constatei que afinal era só um sonho.

Já deixei alguém se apaixonar por mim, sabendo eu que não queria ficar com esse alguém.

Já amei alguém, a quem fui tão verdadeira, que quando me mentiu, a única promessa sua em que rodava incessante e sem sentido na minha cabeça era: "The best is yet to come". So Why? When?

Já "fugi" de alguém que queria casar comigo. Já fiz de tudo para que o meu casamento desse certo.

Já mimei tanto, que me esqueci de mim.

Por amor, já acordei às tantas da madrugada, para que alguém que amei, chegasse do trabalho e tivesse chá, torradas e pijama quentes à espera dele.

Já fiquei sem conseguir sentir as pernas ou andar ao saber que alguém que amava me ía deixar.

Já me faltou o ar e as forças, só de descobrir uma traição. E já fiquei sem ar só pela intencidade de um beijo.

Já fiquei com cócegas no estômago, só de saber que ía me encontrar com alguém especial.

Já expulsei da minha vida pessoas que me amavam, já me arrependi por isso.

Já pensei ter perdido uma amiga por causa de um grande amor... e depois percebi que os amigos verdadeiros não se perdem.

Já passei noites a chorar até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já amei pessoas que me traíram, mas nunca traí quem amei.

Já menti e arrependi-me depois, já falei a verdade e também me arrependi.

Já tentei fazer de tudo por um amor me que parecia perfeito, depois descobri que amores perfeitos só as flores.

Já sorri a chorar lágrimas de tristeza, para que não tivessem pena de mim.

Já passei noites com uma amiga de infância, a chorar de rir de coisas completamente estapafúrdias...

Já chorei no duche para não verem as minhas lágrimas a cair. Já dei gargalhadas à chuva.

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive de sorrir em público quando me apetecia chorar, para depois sozinha chorar sem me conter.

Já passei horas a tentar perceber quem sou, para depois me apetecer fugir de mim.

E pela mão de um querido mestre, já tive muito orgulho em mim ao ter uma plateia a aplaudir-me.

Já me prejudiquei por ser frontal, já me congratularam pela minha frontalidade.

Já desci uma rua, descalça, a altas horas da madrugada, para servir de espia para uma amiga... E ainda nos rimos imenso por isso.

Já acreditei no conceito "Um amor e uma cabana", mas depois ao tentar vivenciá-lo, depressa percebi é algo quimérico.

Já senti (e sinto) muita falta de alguém, mas infelizmente nunca mais lhe pude dizer.

Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.

Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz, já me ri de piadas sem graça, só para compensar o esforço de um amigo que me queria ver a sorrir.

Já sonhei demais, ao ponto de confundir o sonho com a realidade...

Já tive medo do escuro e fugia para cama dos meus pais. Hoje no escuro é onde acalmo.

Já liguei para quem sabia que não podia atender a chamada, só para ouvir a sua voz no atendedor automático.

Já me despedi de alguém com um abraço tão forte, que nenhum dos dois queria se despedir, com o receio de não nos voltarmos a ver.

E outro alguém que nem me pude despedir porque a morte a levou.

Já ajudei amigos que estavam longe, doentes ou sozinhos, e que ainda hojerecordam esses momentos.

Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.

Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Já tive (e ainda tenho) amigas que não descansaram e não me abandonaram:

- enquanto eu não parei de chorar;

- enquanto eu não saí da cama;

- enquanto eu não comi.

Tenho amigas as quais as sinto como minhas irmãs, e que o meu filho as trata por tias. E outras que raramente vejo, mas que as comparo com as estrelas "estão sempre lá".

Já caí tantas vezes a pensar que não iria me reerguer, já me reergui tantas vezes com a certeza que não cairia mais.

Hoje nos momentos de desespero, lembro-me do que um grande amigo me disse: "Não conta as vezes que cais, mas as vezes que te levantas".

Outro amigo ainda me disse: "A Vida é feita de escolhas! E tu tens de fazer as tuas para seres feliz."

Todos nós temos problemas. Quem não os tem? Mas "egoisticamente" consciente ou não, muitas vezes achamos que temos um problema, e nem reparamos que alguém muito perto de nós, tem problema maior ainda, mas nem se queixa. Ou quando vejo o sorriso de uma criança doente, sinto-me minúscula e insignificante por achar que me queixo à toa. É com essas pessoas que devemos aprender.

Todos nos dias, agradeço a "Deus" ou alguma força que me transcende, pelos pais, irmão, filho e sobrinha que tenho. São a minha fonte de inspiração...

A minha linha guia...

Sempre acreditei que todas as pessoas nascem com um bom íntimo, mas que a maioria vai perdendo pedaços bons ao longo da vida. Eu fico sempre na esperança de descobrir o que restou da parte boa. Utópico ou não, é a minha forma de ultrapassar as mágoas e continuar com o sorriso que me é característico.

Sei que já errei muito, já acertei em algumas coisas, mas a perfeição se existir realmente, deve ser algo muito chata.

Eu não espero acertar sempre, senão não aprendo, porque é com os erros que aprendemos.

Por mais que me digam o que esperam de mim, mesmo eu sabendo que pode estar certo, porque vou seguir sempre meu coração!

Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!

Tenho um apetite voraz para aprender sempre mais e mais.

Mas também podem ter a certeza que estarei sempre lá para ensinar e partilhar o que aprendi.

Obrigado!

Beijos

Su

terça-feira, março 02, 2010

A perda sempre dói...

Como se pode arrancar do peito a mágoa?
Como se pode arrancar do peito a dor da perda de alguém querido?
Terei eu sempre esta dor?
Cada vez que penso em ti, avó, dá-me vontade de chorar…
De chorar com saudades tuas…
De chorar por não te ver…
De chorar pela mágoa de ter chegado a hora de ires embora sem conheceres o teu bisneto, sem que ele te pudesse conhecer, ser amado por ti, que o pudesses ver crescer…
Tenho a certeza que cada vez que o visses, ficavas com um sorriso de alegria, de orgulho, pelo lindo e bom menino que ele é.

Quando estas situações acontecem, pensamos inevitavelmente: “Há tanta gente má no mundo, tanta gente a causar sofrimento ao próximo, e tinham de “levar” alguém com tanta bondade?”

Estavas tão feliz por saberes que ias ser bisavó… Falavas do meu filho com tanto carinho e tantos cuidados, como se ele já tivesse nascido. Pedias-me que não conduzisse, porque alguma travagem brusca podia magoar o “meu menino”, como tu carinhosamente sempre o trataste.
Por uma semana que não pudeste ver o teu primeiro bisneto…

No dia 16 de Fevereiro, fez 6 anos desde que te foste, mas nada atenua a dor da tua perda, a mágoa que tenho dentro do peito…
Dizem que as saudades fazem doer… E dói mesmo… muito…
Adoro-te Avó! Sempre...

quinta-feira, novembro 05, 2009

O Amor dos tempos Modernos

Olá amigos!

Li este texto numa página qualquer da web. Gostei tanto, que resolvi copiá-lo para o meu blog.

Espero que gostem.



Beijos



O amor nos tempos modernos


O amor é o sentimento mais universal que existe. Juntamente com a capacidade de pensar, é provavelmente, a principal caracteristica que identifica o género humano. Para alguns, é o amor que faz com que o mundo gire, a razão da existência, o único pelo qual vale a pena morrer.Escritores, artistas e cantores fizeram do amor protagonistas das suas obras...

Amores clássicos foram os de París e Helena (por cuja beleza se fez durante 10 anos a guerra de Troya, contada por Homero); o de Marco Antonio e Cleopatra (cuja paixão parou o Império Romano), ou o de Romeo e Julieta, os célebres personagens da tragédia de Shakespeare.

Outros autores, compreenderam que o amor é o único que prevalece ante a trivialidade da vida.Contaram-no quando o tiveram, e choraram-no quando o perderam. O cupido continua sendo hoje em dia um personagem actual. O filho de Vénus continua lançando as suas flechas de amor.

Romeo e Julieta continuarão encarnando-se em qualquer lugar do mundo, em qualquer condição, sem importar a idade ou a cor. Porque a necessidade de amar é mais forte que qualquer obstáculo. O amor é a alma da criação e a sensação mais maravilhosa que pode apoderar-se de nossos sentidos; é poder e também é magia.

Mil e uma tentativas não puderam descrevê-lo com justiça, apesar de ser reconhecido como o sentimento mais nobre que o ser humano pode possuir.Vive-se por amor, morre-se por amor e até se mata por amor.

Se não o tens, procura-o. Se o possuis conserva-o, porque as alegrias do amor a nada são comparadas.Feliz aquele que está apaixonado, porque o amor fá-lo invulnerável, a ele pertence o néctar do amor, néctar divino da boca de Afrodite.


Sejam Felizes!

terça-feira, novembro 03, 2009

Anaïs Nin "E o Amor..."

Como adoro este texto, resolvi partilhá-lo convosco.
Espero comentários.
Beijos


E o Amor...

"Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido amniótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga eléctrica de prazer no contacto com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada acto de amor, ter o homem dentro dela, um acto de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o clímax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela."
By Anaïs Nin

quarta-feira, julho 08, 2009

Homens e Mulheres!

Dizia uma amiga minha em tom de desabafo:

- Ainda falam das mulheres serem complicadas..... fogo!!!

Respondi-lhe:

- Mas as mulheres sempre foram complicadas. Alguns homens, principalmente aqueles que foram criados cheios de mimos e vontades feitas, é que estão a perder a practicicidade. Parecem atados...

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

O teste mais fiel à minha pessoa. Eu sou assim!


Já que adoro a leitura, resolvi fazer o teste da Rádio Comercial: "SE EU FOSSE UM LIVRO..."

E o resultado não podia ser mais fiel à minha pessoa.

hecha una mirada al texto:










Obrigado pelos comentários e visitas.
Beijinhos e até ao próximo post.

Su

sexta-feira, dezembro 19, 2008

QUE CENA ROMÂNTICA DE UM FILME É VOCÊ ?

Tinha de ser... Lá se vai a minha oportunidade de fazer um brilharete num filme! Sim, porque é impossível sacar o Titanic do fundo do mar... lol

Você é... a declaração de DiCaprio em “Titanic”:
Quando se apaixona, você torna-se disposto a tudo pela outra pessoa – incluindo grandes sacrificios. É mesmo capaz de anular as suas vontades só para dar o melhor à pessoa amada.


terça-feira, dezembro 16, 2008

Partilho com os meus Amigos!

É nesta época, que nos sentimos mais tolerantes, mais generosos e mais sensíveis a tudo o que nos rodeia. Apesar de sabermos que esse sentimento deveria imperar todos os dias do ano.

No entanto, não queria deixar passar a ocasião sem partilhar convosco e vos presentear com algo que me sensibiliza, que me acalma do stress que todos os dias somos sujeitos, e que significa muito para mim.

Espero que estas palavras, a voz e a música de fundo, surta em vós o mesmo efeito que em mim.
Calma, Paz, Tolerância, um sorriso, um lágrima de alegria, lembrar com saudade alguém que está distante, e motivação para continuar a lutar pelos sonhos, mesmo que inatingíveis.

Lembrem-se que o Sol e as estrelas ficam a uma distância média de 149,6 milhões de quilómetros da Terra e, nem por isso deixamos de os ver.
Por isso continuem a sonhar.


Coloco aqui o link do youtube para verem o video:

http://www.youtube.com/watch?v=flB-pMEbSRI

Beijos
Su


P.S. Aqui o Poema se quiserem lê-lo.


Metade (Osvaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo, se torne ao menos suportável
Que o espelho reflicta em meu rosto um doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é plateia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade...

Também...



segunda-feira, outubro 27, 2008

Amigo Colorido

Olá meus queridos visitantes deste blog.

Tenho uma dúvida a esclarecer...

Gostaria que me ajudassem a definir o termo "Amigo Colorido" ou "Amiga Colorida".

Deixem aqui a vossa opinião.

Se alguém disse um dia que "duas cabeças pensam melhor que uma", então vamos ver como será vários cérebros a convergir num só assunto!

Vou gostar de ver o resultado... lol!!!

Beijinhossss

terça-feira, agosto 19, 2008

Rewind Button. Could I push it?

Desde ontem que estou assim: I feel like pushing the rewind button.
Será que as coisas melhoravam?!!



http://www.youtube.com/watch?v=CP5mFTq6vv0

quarta-feira, agosto 13, 2008

O Meu "Eu" Perdido!


Sinto-me perdida…
E não me acho…!

Em tempos penso ter encontrado
Quem me fazia sentir achada…
Mas depois… perdi-o…
Ou talvez perdeu-me…!

Agora… De novo…
Sinto-me perdida…
E não me acho…
Não sei o que fazer com
Este “eu” perdido…
Ou se alguma vez este “eu”
Soube para onde ir!

Não sei para onde ir,
Se só ou acompanhada,
Mas quem penso que me poderá acompanhar,
Anda mais perdido que eu.

Às vezes, gostava, comodamente, de ser uma marioneta
E que alguém (que saiba para onde ir),
Me comandasse este “eu” perdido.
Mas bem sei,
Que o meu outro lado rebelde,
Que às vezes, também, se rebela,
Depressa soltaria as amarras de marioneta,
Ainda que fosse para se perder de novo,
Só para se sentir livre, respirar…

Não sei o que fazer…
Não sei para onde ir…

Sinto-me perdida…
E não me acho…!

Será que alguém me encontra este “eu” perdido??!!!


(Por Susa, 2008)

quarta-feira, junho 11, 2008

34 Primaveras!!...


34...
trinta e quatro...
treinta y cuatro...
thirty four...
trente quatre...
trenta e quattro...
dreißig und vier...

E lá passou mais um dia de aniversário. E valeu a pena.
Superdivertido!!!

Obrigado a todos os que estiveram comigo pessoalmente ou em pensamento. Obrigado pela vossa infinita e verdadeira amizade.

Desejo-vos tantos anos saudáveis de vida quantos aqueles que quero pra mim, para que me acompanhem como sempre fizeram desde que nos conhecemos.

E a ti meu querido e amado Filho, OBRIGADO por me fazeres sentir cada vez mais jovem.

Um dia destes, alguém me disse: "O tempo não parece passar por ti! É sempre um prazer rever-te e lembrar-me os belos tempos de escola! Continuas lindíssima!!!"
Mesmo que seja "coro", é sempre uma delícia ouvir estes "coros".

Pensei para com os meus botões: "o elixir da minha juventude é o meu filhote lindo e meigo que dá um remédio todos dias: mimos e mais mimos...!!"

Mais uma vez...
OBRIGADO A TODOS!
BEIJOSSSS!

terça-feira, abril 15, 2008

Menito Ramos – Se um anjo te levar

Menito Ramos – Se um anjo te levar

Por um grande amor, dou o meu coração
Pra não sentir dor, eu rendo-me à paixão
Nada nem ninguém pode envenenar um amor assim

Talvez a vida nos afaste com truques baixos e mentiras
A verdade chegará pra sarar nossas feridas
O que importa no final é o que amor sai sempre vencedor

E mesmo que pareça que o destino nos vai separar
E uma mentira por maldade faça um os dois novamente vacilar
Eu te peço por favor, acredita em mim


O meu coração foi sempre teu e não duvides de mim
Foste a tempo inteiro o meu único porto de abrigo
Nem mesmo os sete mares nos separam, acredita em mim
Se a morte te levar, eu fecho os olhos e vou contigo


Sentir que vivo a cada dia com o desejo de um beijo teu
Cada sussurro teu, magia
O teu corpo colado no meu
Devaneios e loucuras que contigo a meu lado quero viver

O meu coração foi sempre teu e não duvides de mim
Foste a tempo inteiro o meu único porto de abrigo
Nem mesmo os sete mares nos separam, acredita em mim
Se a morte te levar, eu fecho os olhos e vou contigo


(SOLO)

Nem mesmo os sete mares nos separam, acredita em mim
Se a morte te levar, eu fecho os olhos e vou . . . contigo

quarta-feira, março 05, 2008

Ao meu Mano!

Quando nasceste, eu tinha 4 anos e meio.

Por ser tão pequenina, não conseguia guardar na memória tudo o que se passava à minha volta, a não ser acontecimentos muito importantes. Um deles foi a tua chegada a casa. A primeira vez que te vi.
Sempre que olho para trás e me lembro de ti pequenino, esta é a imagem que me vem à memória: tu, tão pequenino, embrulhado num cobertor da Heidi e do Pedro. Não me lembro do que pensei, mas lembro-me do que senti. Queria ficar ali a olhar para ti. Só me apetecia pegar-te ao colo e dar-te mimos. Olhei para mãe como que a pedir para te pegar, mas ela disse que eu era muito pequenina. Então disse, como que a tentar compensar-me: “Mas a mãe tem de ir ali à cozinha. Ficas a tomar conta do mano?”

Fui acometida de um sentimento de responsabilidade muito adulto, ao que eu respondi prontamente que sim.
Então, ali estava eu, uma figura pequena, que não tinha mais do que a altura da cama dos nossos pais, mas o suficiente para colocar os meus braços volta daquele embrulhinho mais pequeno que eu.
A mãe, às vezes, conta que de tanto que te queria, não deixava as nossas vizinhas entrarem na nossa casa para te verem. Só saía de perto de ti para lhes fechar a porta ou impedi-las de entrar. Não queria perder nenhum momento contigo. Não queria perder nada da tua vida. (e ainda hoje é assim). Nasceste exactamente como eu sonhei. Não te mudava em nada.

A partir desse dia passámos a ser dois! E desde aí estás sempre, sempre comigo, por mais quilómetros ou anos que nos separem. Nunca te esqueço. Fazes parte de tudo o que há de mais profundo e fraterno que há em mim.

Gostava tanto, quando ainda não sabias falar e eu te ensinava! E quando dizias as palavras mal e eu me ria. Até aos dois anos, foste um pouco disléxico a articular as palavras.
Lembro-me que, como qualquer criança, também tu tinhas uma adoração por algo que te “amolecia”. No início, eu pensava que era uma almofada pequenina que a mãe fez para ti, que tu tão carinhosamente lhe chamavas de “Áí”. No entanto, passado algum tempo apercebi-me que a “Áí” não era a almofada, mas a fronha azul escura com pintinhas brancas. Quando o João Pestana começava a rondar-te, só precisavas do teu polegar e da “Áí”. Então adormecias num instante.
Lembro-me dos momentos em que nos chateávamos e às vezes um ou outro se magoava. Então fazíamos queixas à mãe. Mas como sempre, ela previa que isso aconteceria, e avisava-nos antes: “Parem senão ainda algum se magoa. Depois levam uma palmada os dois!”
E pronto, depois de fazer queixinhas, era certinho, ficávamos os dois a chorar.

Lembro-me das épocas natalícias, em que teimava-mos com a mãe que queríamos dormir na cama do sofá para podermos ficar juntos na conversa e a ver televisão até bem tarde. Tenho saudades daqueles momentos.
Sabes, se tivéssemos a oportunidade de ter um quarto para cada um, em vez de partilhar um estúdio, talvez não fossemos tão cúmplices. Adorei partilhar a sala contigo.
A nossa infância foi bonita.

Depois cresceste e tornaste-te um adolescente.

Quando comecei a sair até mais tarde, e às vezes a ficar em casa de amigas, a mãe contava-me no dia seguinte, que tu lhe perguntavas por mim antes de adormecer, e que ficavas triste por eu não estar ali. O mesmo se passava comigo na situação oposta. Senti-me sozinha sem ti ali. Tu eras o meu porto de abrigo nos meus pesadelos.

Hoje és um homem, e és tu que fazes o papel de irmão mais velho.
Porque eu sou assim. Quase nunca sei o que quero, quase nunca tomo as decisões certas. Tu és muitas vezes a voz da minha razão, o meu conselheiro lúcido.

Quase sinto a minha vida realizada através de ti.

Sinto minha, a tua felicidade. Sinto minhas, as tuas vitórias.

Por mais que nos tornemos mais velhos e a vida naturalmente nos afaste física e geograficamente. És sempre bem-vindo na minha casa, como sempre foste bem-vindo na minha vida. Nada nem ninguém no mundo vai conseguir mudar isso. Nunca. Prometo.
Já passaram 29 anos e tu já és não aquele bebé que vi enroladinho no cobertor da Heidi. Mas continuas a ser o miúdo mais giro que eu conheço! Ou melhor, o Homem mais bonito. Adoro-te!
Para ti, por ti, contigo, sempre!

Beijinhos
da tua Mana

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Distância...


Vem cá...
dancemos encostados
numa mistura de cheiros doces
apetece-me o cheiro da tua pele

não sei se danço se voo...

sinto os movimentos lentos do teu corpo
e os teus braços num apertar suave
enrosco-me no teu abraço

mandei-te o recado das saudades
porque me fazias falta

sinto a proximidade dos teus lábios
e descanso a cabeça no teu ombro
enquanto a música me escorre pela pele
e beijo-te as pálpebras na ternura das palavras
que não digo
mas que adivinhas
depois deslizo e aninho-me no teu pescoço
na espera do falar das pontas dos teus dedos
que me dizem que me sentes... e eu sinto-te...

sabes-me a mel
e a cerejas trincadas na ponta dos nossos lábios
colados...
sinto-lhes o sabor
sinto a frescura do suco do voo da tua alma em mim
no sorriso que me vem de ti

e o ar em meu redor passa a ser a tua pele
e a luz que me chega do candeeiro o teu odor
e a saliva que revolvo sem destino
o poema onde te chamo amor...
e caminho na tua pele
no vagar de quem sente a saliva no escorrer dos lábios
que te amam as palavras e os beijos
e inspiro
como se o som das palavras que não dizes fossem o meu respirar
respira-me também
por momentos
e ouvir-me-ás chamar-te amor
e cada momento de silêncio
é o toque mais doce que alguma vez senti...
e é magia ...
porque sou em ti e estou contigo...
porque em ti tenho espaço e chão
e sinto no coração o correr de um rio sem sobressaltos e sem marés
porque te amo numa paz que me semeia na alma o sorrir que te quero dar...
porque somos um poema a dois
num ritmo cadenciado e num respirar de sílabas
que se cruzam numa rima branca que nos leva à melodia
e nos deixa dançar livremente...

dá-me esse beijo!

e a distância desapareceu
porque não tinha mais espaço entre nós...
e mergulho em ti em cada uma das gotas que bebes de mim...
dissolvo-me na essência que te percorre o corpo
e na cadência do nascer das estrelas
nesta madrugada em que conseguimos o entrelaçar das almas

e não quero voltar a ser só!

terça-feira, dezembro 04, 2007

Se há palavras grandes, esta é uma delas!!

Andava eu nas minhas pesquisas no You Tube, fui encontrar um clássico da Disney que faz parte das minhas preferências cinematográficas.

Lembram-se do Filme com a Julie Andrews, "Mary Poppins"?
Pois bem, entre as várias músicas do filme, há duas que, na minha opinião, se destacam.
"A full spoon of sugar" e "Supercalifragilisticexpialidocious".

É exactamente acerca da segunda música que dedico este post.
Se há palavras compridas, esta é uma delas. Não sei se tem algum significado específico, mas o video da música transmite alegria e vontade de a cantar.

Fica o video e observem a vossa reacção, pra ver se vos toca à nostalgia.

http://www.youtube.com/watch?v=4b-Z0SSyUcw&feature=related

Espero que gostem!
Beijocas

terça-feira, novembro 20, 2007

As Coisas Boas Da Vida!!









  1. Um céu estrelado numa noite de verão;

  2. O nascer do sol;

  3. O riso de uma criança;

  4. Uma boa “espreguiçadela à gato” pela manhã;

  5. Um sorriso de gratidão;

  6. Um abraço apertado;

  7. O cheiro dos primeiros pingos de chuva quando caiem na terra seca;

  8. Uma tarde de chuva a ver um filme, a comer torradas com chá, com óptima companhia;

  9. Morangos com chocolate derretido;

  10. Adormecer a olhar para alguém muito especial;

  11. Sentir um beijo doce e retribuir esse beijo. :);

  12. Apaixonar-se;

  13. Rir tanto até que as faces doam;

  14. Um duche quente;
  15. Um supermercado sem filas;

  16. Receber correio;

  17. Conduzir numa estrada linda;

  18. Ouvir a nossa música preferida no rádio;

  19. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora;

  20. Toalhas quentes, depois de tomar duche;

  21. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço;

  22. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno;

  23. Batido de morango;

  24. Um banho de espuma;

  25. Rir baixinho;

  26. Uma boa conversa;

  27. A praia;

  28. Rir-se de si mesmo;

  29. Chamadas à meia-noite que duram horas;

  30. Alguém que te diz que és o máximo;

  31. Ter Amigos verdadeiros;

  32. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós;

  33. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro ou o primeiro com novo parceiro);

  34. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos;

  35. Ter alguém a mexer-te no cabelo;

  36. Belos sonhos;

  37. Chocolate quente;

  38. Andar num balouço;

  39. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita;

  40. Letra de canções na capa do CD, para podermos cantá-las, sem nos sentirmos estúpidos;

  41. Ir a um bom concerto;

  42. Ganhar um jogo renhido;

  43. Passar tempo com amigos íntimos;

  44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos;

  45. Andar de mão dada com quem gostamos;

  46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas (boas ou más) nunca mudam;

  47. Patinar sem cair;

  48. Observar o contentamento de alguém que está a abrir um presente que lhe ofereceste;

  49. Cantar, Cantar, Cantar!!!

  50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.


Tudo isto me faz sorrir. E a vocês, o que vos faz sorrir?


Beijos

terça-feira, novembro 06, 2007

Tentar!!!

"Vivo a minha vida em círculos cada vez maiores
que se estendem sobre as coisas.
Talvez não possa acabar o último,
mas quero tentar."

Rainer Rilke

(Faço destas, as minhas palavras)

quinta-feira, outubro 25, 2007

My Hi5

Olá, Meus queridos amigos e visitantes deste blog.

Desde já agradeço a visita prestada a este meu espaço digital.

Com versatilidade que me confere o meu signo - Gémeos - interesso-me por vários assuntos ao mesmo tempo. E adoro falar! LOL ….

Visto que aqui não é possível fazê-lo, então escrevo.

Mais tarde, criei o meu Hi5, onde posso escrever algumas coisas e deixar na posteridade as fotos daqueles que são importantes na minha vida.

Caso seja da vossa vontade, podem visitar o meu Hi5:
Url:http://blissofprincess.hi5.com/ e deixar os vossos comentários.

Muito obrigado a todos

quinta-feira, agosto 16, 2007

Sé que piensas en mí - Homero Aridjis

Sé que piensas en mí

porque los ojos se te van para adentro

y tienes detenida en los labios

una sonrisa que sangra largamente

Pero estás lejosy lo que piensas

no puede penetrarme

yo te grito Ven

abre mi soledad en dos

y mueve en ella el canto

haz girar este mundo detenido

Yo te digo Ven

déjame nacer sobre la tierra.


(É lindo!)